domingo, 17 de janeiro de 2010

Do passado que não passa...

Eu trago suas lembranças nítidas, os filmes, músicas, cheiros trazem você pra perto de mim. O vento me leva até você e perto de você eu pareço que não preciso nem respirar, eu viveria só pra sentir a sua respiração.
Eu fico aqui perdendo tempo, contando as horas, planejando e imaginando um mundo com você. E eu tenho certeza que eu não poderia viver em nenhum lugar que não tivesse a sua presença em algum ponto terrestre.
Não sei quanto tempo leva até a gente se esquecer, se deixar e nem quanto tempo leva pra tudo se acertar.
Será que um dia tudo irá se acertar?
Eu sei que na sua cabeça, hoje, existem as mesmas probabilidades, pensamentos e possibilidades. Se não existisse você dava um tempo e ia embora, simples assim.
É só com o pensamento em você que o corpo consegue estremecer.
O tempo passa, mas com ele só vão os dias... o sentimento fica, a vontade fica.
"A vida não é novela, vamos somar o que é bom e dividir o que é ruim. Eu me proponho. Eu me disponho. Eu me altero, me multiplico, me divido só pra te ver sorrir.
Se eu der uma distância é pra sua saudade nos aproximar e se eu não aguentar é porque além de medo eu sou insegura. Mesmo com tanto sentimento eu sou insegura, eu sou a sombra de uma fina agulha, eu sou seu início, seu final." (Texto - 04/12/2008)
E até onde tiver de ir, eu irei.

"Como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina,
num lugar comum.

E aí? Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar,
no caminho eu posso te contar.


E mesmo assim, eu queria te perguntar,
se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?


E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o
inicio.

De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.

E mesmo assim, queria te contar,
que eu talvez tenho aqui comigo, eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

E mesmo assim, queria te contar,
que eu tenho aqui comigo alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.''

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Carta ao terremoto.

Caro terremoto,

Você não podia ter escolhido pior hora e lugar, não é?
No comecinho do ano, quando a gente ainda está tão
cheio de esperança.
E no Haiti, em um lugar já tão pobre e sofrido.
Para quê, me diga?
Bom, em parte, você conseguiu: estamos devastados.
Diante de tanta ruína, de tantas mortes, de tanta dor.
Mas saiba de uma coisa, senhor terremoto.
Toda a sua fúria, todo o seu poder, não abalou em nada,
nem chegou a trincar, uma obra muito preciosa.
A obra de dona Zilda Arns.
Ao contrário de você, Dona Zilda só fez construir.
Sua Pastoral da Criança está presente hoje em mais
de 20 países, trazendo esperança e futuro a milhares
de crianças.
E quer saber mais, terremoto bobo: se fosse concedido
a cada um o direito de escolher como deixar essa vida,
dona Zilda certamente teria escolhido esse mesmo:
Fazendo o bem a quem mais precisa.
Dedicando sua vida aos mais pobres.
Dedicando sua vida, enfim.
E se você se acha mesmo essa grandeza toda, espere
para ver a onda de solidariedade que vem aí.
De todo o mundo, virá ajuda, dinheiro, comida, remédios.
Prédios inteiros podem ter ruído, mas corações imensos
serão construídos.
Você pode ser grau 7 na escala Richter, mas na escala
Zilda Arns o mundo responderá com mais força.
Espere para ver.
Terremoto covarde.
Terremoto inútil.
Terremoto infeliz.
Que Santa Zilda Arns tenha compaixão de você.


Cássio Zanatta
http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=43739
Achei ótimo, estou repassando.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vida bagunçada...

Não sei por qual razão eu faço você passar por isso.
É como se eu já tivesse camuflada, cansada, irritada de outras vidas, de outros tempos e descontasse tudo em você hoje em dia.
Na verdade, não é como se. É. É e ponto final.
Vivo esperando algo acontecer e ao seu lado estou sem emoção, sem sedução e o sangue anda lentamente por minhas veias.
Os melhores suspiros eu dou sozinha, pensando em coisas inusitadas, pensando em outros braços.
E você pergunta porque eu não sofro, porque eu não tento mudar e porque sou grossa/ignorante o tempo todo. Eu dou risada e espero sua crise passar.
Tudo o que você fala é verdade. Eu posso fazer o que?
Aliás, muitas vezes me pergunto porque eu estou nessa.
Onde já se viu ser tão cagona, tão "acostumada".
Não estou me machucando né? Eita, como sou egoísta.

Um dia tudo fica bem, e eu estou bem.
Eu sou um monstro, quando quero.
Eu sou frágil, quando menos espero.
16 coisas que você precisa saber sobre uma pessoa tatuada, escrito por Cristiana Guerra.


1ª Não, ela não quer falar sobre isso.

2ª Sim, ela teve coragem. Ao contrário de você, que está pensando em fazer uma tatuagem há 14 anos.

3ª Não, ela não se arrependeu.

4ª Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar a você todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.

5ª Cuidado com perguntas do tipo “Você trabalha com tatuagem?” se não quiser ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.

6ª A não ser que pinte um clima, não saia botando a mão.

7ª Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser assistidas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de calouros. Evite dar voltas em volta dela, olhando de cima a baixo.

8ª Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.

9ª Perguntas do tipo “E essa aqui, o que significa?” só significam uma coisa: você é um chato. Gostaria de ouvir perguntas do tipo “O que significa o seu cabelo chanel?”

10ª Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.

11ª Não, ela não quer pensar em um desenho para você tatuar.

12ª Sim, ela respeita se você achar ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.

13ª Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse seu olhar de turista.

14ª Sim, ela já sabe que você é louco pra fazer uma, mas nunca teve coragem. A pergunta é: “E daí?”

15ª Não, ela não tem tatuagem onde você está imaginando.

16ª Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa terno e gravata.

Ahhhhh, amo tatuagem... quero o corpo todo tatuado e sinto falta da minha outra tatuagem, hoje coberta. =(

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

História louca.

"E eu não perco mais nenhum minuto com essa história."

Essa história deliciosa, essa coisa que me tira o ar, que me enlouquece, que me... ai! Pela primeira vez a história flui de forma serena e racional.
Cada um para o seu lado, como se nossas vidas fossem duas retas paralelas que só se encontram em nossas imaginações férteis.
Talvez pela primeira vez a história esteja sendo coerente e indo pelo caminho certo. As atitudes do outro lado da história me fizeram entender alguns pontos e depois de quinze meses acho que consigo entender que nós não fomos feitos um para o outro e muito menos um pelo outro.
A vida é assim mesmo, é clichê, mas é imensamente real. As paixões que nos fazem perdem os sentidos, arrepiar a pele, sentir o sangue quente nas veias são incrivelmente deliciosas, nos fazem viver sorrindo e quando choramos é intenso, é coisa de cinema. No entanto não são essas paixões de tirar o fôlego que acabam ao nosso lado. Acho que o ser humano adora sentir isso, mas o que tem mais chances de dar certo é o que chega mais próximo ao equilíbrio, ao natural, ao que é pra ser e ponto final. Sabe?
Eu não me vejo casada com alguém que me faça flutuar todos os dias e nem me faça morrer de amor, me vejo casada (?) com alguém normal e que faça com que a relação seja amigável, natural e leve.
Eu não sei como posso pensar isso se na verdade eu adoro pensar que vou morrer de amor, morrer de ciúme, não sei como posso admitir isso como verdade e futuro sendo que é tão bom exagerar, transbordar de sentimento.
Tem horas que eu sinto falta de um meio termo em minha vida.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu sempre quis poder viver tranquilamente e respirar em paz, hoje eu descobri que na verdade eu adoro ficar sem ar, adoro sentir o sangue quente correndo em minhas veias.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dezembros.

Dezembro chegou. Junto com o mês de dezembro chega a euforia, as ruas mais lotadas do que o ano todo, os presentes, os crediários, os gastos e os preparativos.
Parece que o mundo vai acabar em 30 dias, e dia 31 de dezembro tudo tem de estar pronto, bonito e perfeito e não importa se você tem dinheiro ou não, o importante é fazer uma viagem e "comer do bom e do melhor".
Não sei se é um envelhecimento precoce, mas eu acho tudo isso uma grande palhaçada. Nessa época do ano muitas famílias discutem, brigam quando na verdade é só a passagem de um ano para o outro que vai acontecer, ou mais irrelevante ainda, vamos passar de dezembro para janeiro. O ano inteiro fazemos isso e ninguém se dá conta!
Tá certo que ganhar algum presente é muito bom e viajar também, mas sem correria acho muito melhor, tudo o que normalmente as pessoas fazem no Reveillon, em dezembro de uma forma geral, pode ser feito durante todos os outros dias do ano.
Não vou entrar nas particularidades e nem pretendo fazer comparações de 2008 e 2009 e muito menos lista de desejos para 2010. Tudo pode continuar da mesma forma com ou sem lista, com ou sem bebidas caras, com ou sem Copacabana. O que vai realmente fazer a diferença na virada é o que cada um leva dos dias passados e o que se espera para si e para o mundo para os próximos dias.
Pular ondas, jogar sementes de uva para trás, comer isso ou aquilo nunca me deixaram com mais ou menos sorte. O "destino" dos dias que vão nascer (exatamente daqui apenas 29 dias) dependem de nós e do que cada pessoa leva na mente e no coração.
Espero que esse mês sirva para que todos pensem sobre isso e deixem de acreditar em frutas da sorte, ondas da sorte ou calcinhas que trazem um amor, saúde ou felicidade e comecem a ver as coisas como elas realmente são.

"Os meus olhos têm a fome
Do horizonte
Sua face é um espelho
Sem promessa
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos"