quarta-feira, 13 de maio de 2009

Odeio trânsito


Trânsito maldito.
Segunda feira, o ônibus para o itaim bibi parecia não existir, quando ele chega junto com ele algumas crianças indo para o colégio e fazendo aquela bagunça e eu só tentando ler minha Clarah Averbuck emprestadinha pela Jéssica rsss, que inferno! E eu pensava: "Nada vai me irritar".
Chegando em meu destino, tudo me lembrava o Thiago mesmo sendo um lugar totalmente 'diferente', entro no elevador e parece que ele estava ali comigo, lembrei de tudo, aos poucos, segura a lágrima teimosa. Ela não cai. Meu coração em pedaços, esse amor me consome cada dia mais. Cheguei muito atrasada ao meu compromisso, na volta comi no meu fast food predileto e depois fui ao dentista, muita dor, e sai de lá com uma crise de gastrite terrível. Que merda de segunda feira. Fui para a faculdade e não consegui ficar, fui ao médico e blah... gastrite nervosa. Tudo o que eu precisava, espero não ter mais nenhum ataque desses.
Preciso bolar um plano, preciso de papel e caneta o tempo todo, eu tinha tanta coisa pra escrever na segunda feira mas passou... mal tenho tempo pra isso! Droga!
Parece que tem uma bomba dentro do meu coração, é como se eu não soubesse pra onde ir, o que fazer e ao mesmo tempo tendo apenas duas direções, as duas direções mais erradas. Eu sempre vejo chance em abismo.
Não quero mais escrever.
Ahhh, meu final de semana foi maravilhoso e domingão tem carnafacul. Seja o que Deus quiser. HAHAHA

terça-feira, 5 de maio de 2009

Falta de vontade


Gozar da liberdade de uma vida sem frescura.
Trabalhar o dia todo, almoçar com quem eu quiser, ir à faculdade, sair de lá a hora que eu quiser, falar com quem eu quiser, olhar pra quem eu quiser, paquerar, fazer joguinho, dar indireta, ser maliciosa.
No final de semana, ler o que eu quiser, dormir a hora que eu quiser, sair e voltar a hora que eu quiser, acordar a hora eu eu quiser, ligar o computador se eu quiser, ouvir as músicas que eu quiser, ter preguiça, não sair do meu quarto, telefonar, sair e de quebra escolher com quem eu quero ficar.
Viver de forma 'Graciliano Ramos' ou 'Maysa', não importa. Viver ao meu modo e só trocar tudo isso quando for valer a pena.
Se a troca for feita agora o carinho vai me perturbar, a ligação vai me dar raiva, a preocupação vai fazer com que eu me sinta criança de novo, o beijo vai me irritar o tempo todo.
Os questionamentos? Não suporto muitas questões. Talvez eu nunca mais namore, se for pra levar a sério eu seria questionada e isso vai me tirar a paciência pra sempre.
Se for pra 'namorar por namorar' o cara vai, ainda assim, se achar no direito de questionar e isso será o fim, o meu fim.
Detesto perguntas do tipo: Porque? Vamos tentar? Você nem começou.
No fundo, eu só gosto de coisas românticas quando eu estou com vontade de ser romântica também, do contrário os poemas me causam náuseas.
Tenho dito, tem de ter vontade. Se eu tiver vontade tudo flui, tudo é festa.
Odeio homem que retruca a tudo que eu falo, odeio os metidos a inteligente demais. Os que de verdade são fazem piadas inteligentes e me fazem rir por nem sempre entendê-las.
Tudo o que me lembra perfeito para um homem me lembra.. bom.. deixa pra lá.
Gosto de quem eu preciso conquistar, definitivamente eu não gosto de ser conquistada e nem cortejada vinte e quatro horas por dia.
Adoraria, se eu tivesse a mesma vontade para com a pessoa.
Parece que tentar algo fica cada vez mais difícil e isso causa um vazio enorme.
Odeio perguntas, definitivamente. Se sim, porque sim. Se não, porque não/quando/algum dia.
Prefiro afogar a minha solidão por um amor não correspondido sozinha, com amigas, com meus livros, meu travesseiro, meu quarto do que transbordar tristeza para quem do dia pra noite quer ser o homem da minha vida.
O homem da minha vida é tão eu que eu penso que é meu e isso me causa uma confusão inacreditável.
Chega de hipocrisia, o homem da minha vida não aparece do nada pra mudar tudo sem que eu o queira realmente. Isso é utopia.
Dezenas de rimas não criam um amor em mim, pelo contrário, sujam as poesias e me deixam com um desgosto enorme.
Não percebe que tudo o que você faz é o que eu queria que outra pessoa fizesse e essa pessoa não fez? Eu não estou machucada, eu tenho o amor maior do mundo, se eu tivesse mil cicatrizes ainda assim conseguiria me abrir para alguém mas com o sentimento que carrego desde os fios do meu cabelo até meus pés a entrega fica evitável e improvavélquaseimpossível.
Ainda bem que tenho estabilidade e consciência suficiente para perceber que não é dessa forma que as coisas melhoram e eu só troco a delícia de estar solteira quando sentir o coração bater extremamente forte, quando meu olho voltar a brilhar, quando eu sentir desejo, tesão, paixão, vontade, quando eu quiser lotar a caixa de entrada do celular dele...


Ou quando ele voltar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nádia a declarar



Hoje quem vai escrever é a Nádia.
Andressa, Nádia e Monique caminhavam tranquilamente para a estação de trem conversando sobre diversos assuntos, rindo e relembrando a infância, os escritos, o vestido azul celeste e o amor comparado as estações do ano.
Estávamos tão animadas e a conversa era tão agradável, tão diferente. Meu Deus!
E aí o trem chegou, onde nós estávamos estava lotado e decidimos andar um pouco até chegar em um vagão que estivesse melhor, entramos e logo notei que era o terceiro vagão, a primeira porta. Senti um estalo e disse: “Não deveríamos ter entrado aqui, é o terceiro vagão e a primeira porta, o vagão do Thiago”, um gelo por dentro, meus olhos percorreram o vagão e o encontrei como se já soubesse onde ele estava.
Imediatamente a pulsação aumenta, todo o barulho do trem se transforma em chiados, ruídos e eu passo a olhar de forma encantada para ele.
Sempre foi emocionante vê-lo dormir, sempre me deu uma paz, uma vontade de não dormir e ficar ininterruptamente olhando para ele, a paz, o amor que eu sentia.
Eu que não imaginava ter essa sensação de novo estava ali diante dele sem ser ao menos percebida, quase invisível.
Olhava tão profundamente, tentei reparar em cada detalhe.
Aquela boca, que era tão minha. Boca que me beijou como nunca antes fui beijada. A boca que me encantou, me enfeitiçou e que me maltratou com suas verdades.
O mesmo tênis, a mesma calça, a mesma camiseta, que embora nova meus olhos já tinham decorado cada fibra, a mesma mochila, a mesma correntinha. Quase tudo igual se não fosse o fato de não me pertencer mais, aliás, tudo continuava igual, ele nunca me pertenceu.
Foi uma mistura de tristeza e felicidade, também pudera, eu não estava esperando, não foi planejado. Depois de passar pelo centro no domingo e a represa abrir-se eu não esperava encontrá-lo e namorá-lo de longe. Longe e perto, feliz e triste.
Um dos momentos mais lindos da minha vida embora pudesse parecer ridículo para quem visse.
Eu mal podia respirar, eu não queria parar de olhar. Aquele momento era como se fosse o último a minha vida, eu teria de aproveitar cada segundo namorando o meu amor com os olhos.
Ele estava dormindo e eu imaginando entrar nos pensamentos dele.
Aquela boca, aquela boca me chama, me clama, me prende e eu já estava louca de vontade de tê-la, no entanto, eu sabia que isso não era possível.
Um turbilhão de pensamento na minha cabeça, se eu pudesse escrever tudo o que eu senti naquele momento, tenho certeza que sairia um livro em menos de quinze minutos. Não havia papel, não havia caneta que pudesse comportar todos os meus sentimentos.
E minha estação se aproximava, a minha vontade era ir lá e ao menos beijar aquele rosto, tentar sentir o cheirinho dele, encostar nele como se o meu amor tivesse sido transformado em uma peça de museu, intocável, uma peça que eu posso apenas ver, admirar e não posso tocar mas caso isso acontecesse seria uma vitória, uma dádiva.
E assim se fez a minha vontade, pedi uma ligeira opinião para a Monique e quando o maquinista anunciou a estação eu estava lá, dei um beijo em seu rosto, se fosse um abraço ele teria sentido meu coração pulsar loucamente.
Dei um beijo em seus rosto de graça, eu o amo de graça.
Sem esperar uma palavra, uma atitude sai do trem quase desfalecida, meu coração parecia que não ia agüentar a pressão de te ver ali e lembrar que você é de outra, que você nunca me amou embora eu tenha amor maior do mundo. Atitude de ‘graça’, em todos os sentidos que a palavra graça possa admitir. Sai do trem em estado de graça inclusive. Eu e toda a minha benevolência.
Depois fiquei sabendo que as pessoas repararam na cena, ninguém entendeu praticamente nada.
Foi uma atitude da Andressa, certamente. Enquanto a Nádia assistia a tudo atônita... e antes de dormir fui surpreendida com uma mensagem: ‘ Fui pego de surpresa... Boa noite ^^ ‘
Não preciso dizer que esse boa noite vale por todas as noites que terei, com ou sem ele.
Não preciso dizer que dormi tão bem que te me atrasei hoje.
Porque qualquer palavra dele vale a felicidade de uma vida, ou de uma fração de segundos.

“Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."

Ana Carolina

sexta-feira, 24 de abril de 2009

E eu fui gastar



Tirei a noite pra cuidar de mim, tirei a noite passada para me presentear. Comprei blusa de frio, bota, blusinha, shorts e até perfume.
Adoroooo!
Sai do shopping toda feliz e hoje estou com dor no braço devido ao peso das sacolas.
Foi demais. Fui para descarregar o stress e deixar as tristezas de lado.
Cuidar de mim, ficar bonitona.
Passeio no shopping, sozinha, sentindo a liberdade das coisas mais simples liberdade de comprar, de olhar, de vestir, de andar.
É bom estar sozinha.
A minha companhia foram as mensagens dele, que já são presentes faz um tempo e se tornam especiais cada dia mais.
Ah, no fundo eu estou feliz.
Também né? Depois dos litros derramados terça feira eu só poderia dar a voltar por cima MESMO.
Dia primeiro tem viagem e sinto que vai ser ótima! :)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quero minha cama!



Hoje eu acordei, aliás, eu tive de levantar e estou morrendo de sono.
Ainda não acordei de verdade... estou com preguiça.
Tudo o que eu mais queria era a minha cama, meu cobertor gostoso! Ai ai ai
Já falei que PRECISO viajar? Então eu repito, PRECISO.
Ontem caminhando pela Francisco Matarazzo senti aquele vazio novamente, o vazio de quase todos os dias, a tristeza contida, a lágrima no coração. Ai, como pode ainda doer tanto. Deus, tira esse sentimento de mim. Esse não, esses. O ódio, a raiva, o amor, a saudade, a falta, o desprezo, a indiferença.
A indiferença dói demais, doeu demais.
E não vou prolongar o assunto hoje mas volto pra falar disso. Preciso desabafar aqui.
Prova de Morfo. hoje, ai ai ai Jeeeeeeesus! =x
Beijo people.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um colo.


Por hoje, queria que alguém me pegasse no colo, fizesse massagem, me levasse pra comer yakissoba num lugar lindo, queria um beijo devagar, queria olhar nos olhos depois de um longo beijo e pensar: "como você me faz bem", queria que essa pessoa falasse que tudo vai ficar bem e realmente tentasse deixar as coisas melhores, queria que mesmo dando tudo errado eu pudesse ter a sensação de ser amada, valorizada, querida.
Queria um vinho, yakissoba, conversar sobre qualquer coisa, me distrair, ouvir elogios simples e significativos, queria poder acreditar que todas as dores já sentidas pudessem ser só felicidade daqui pra frente, queria com uma ligação conseguir esquecer tudo o que já passou de ruim, esquecer esse final de semana, esquecer quem fui, quem tento ser e viver somente pra ser feliz.
Por hoje, não preciso ouvir malícias, palavras sem pudor.
Eu queria calor, colo, carinho, amor.
Mesmo que fosse só por hoje, mesmo que amanhã tudo mudasse. Só por hoje, só num instante.

sábado, 11 de abril de 2009

Você é pouco



Eu não sabia nada sobre ela.
Sabia apenas que a porra dos seus olhos são azuis.
Azuis. Azuis. Cabelos claros...
"Ela é uma mulherzinha, um suporte de madeira, um degrau" segundo Clarah Averbuck.
Pra mim ela não passa de algo que eu nunca quis ser, eu só queria que ele sentisse ou ao menos tivesse sentido metade do que sentiu e sente por ela.
Eu me preocupando com a outra lá, mal sabia que até ela era muito perto dessa mulherzinha.
Flávia.
Ai que ódio!
Não estou com aquele sentimento de saudade, de falta. Eu sinto ódio.
Ódio dela, ódio dele, ódio de todo o tempo que passamos juntos. Aliás, de todo o tempo que eu estive com ele porque na verdade ele sempre foi dela.
Me amo tanto que nem assim consigo ter ódio de mim, se ele não me amou é porque ele é um covarde. Ele prefere as submissas. As que não tem opnião, as que falam 'amém' pra tudo, as que moram longe, as que dão chilique por tudo, as pequenas. Ele não me quis por que "eu sou mulherão que transborda para todos os lados, que ofusca o que estiver por perto". E ele é um cuzão, um covarde. Não quis me amar porque eu sou muito. Eu sou muito mulher e pra ficar comigo tem que ser muito homem, ou dá pra trás faz igual ele fez. Idiota. Mil vezes idiota.
Eu dei tudo por você, seu idiota. Eu fiz tudo, amei sem medo, amei cada pedaço de você, cada palavra sua, cada saida, respeitei, ajudei, engoli a seco diversas coisas e você? Você o tempo todo distante.
Vai com ela, fique com ela. Vocês se merecem. Você é pouco homem e ela apenas uma mulherzinha.
Sem fibra, sem cor, sem sabor. Não. Ela tem sabor, o sabor que você gosta. Sabor "mais ou menos", sabor sem graça.
Eu pensei que você fosse capaz de me amar mas eu não havia notado que eu preciso de muito amor e você é pouco em todos os sentidos.
Na verdade, em todos os sentidos mesmo. Hoje eu sei.
Eu não sinto falta da sua boca mais, sua boca é pouco pra mim. Eu sinto falta daquilo que é demais, bom demais, gostoso demais e você não pode ser nada disso você é pouco, você é muito pouco.
Ser trocada por uma mulher bonita, mais que você, pode ser terrível agora ser trocada por uma menininha sem graça, com cara de "porquinho rosa".
Quero ver o que ela vai fazer por você, quero ver o quanto ela te ama.
Ahh já sei, ela te ama a ponto de terminar com você por um apelido idiota? Uma brincadeira né? Ahh tá. Já sei o quanto ela te ama.
Você deve falar: "Agora ela cresceu!". Cresceu? Agora ela vai errar igual gente grande.
Quero que ela acabe com a sua vida, mesmo que seja pra você amá-la loucamente e sofrer igual um cachorro, que ela faça isso.
Você precisa dela? Como você é ridículo.
Eu preciso de mim, eu sou suficiente para mim afinal eu transbordo para todos os lados.
E você? Você precisa dela, que além de tudo é pouco... tão pouco mas pra você deve ser muito, afinal você é POUCO DEMAIS.